Cratera no Jardim Imperial avança para etapa de contenção das erosões; 34 apartamentos e 4 casas seguem interditados na zona sul de São José

As obras na cratera no Jardim Imperial entraram – nesta quarta-feira (11) – na fase de contenção das erosões, na rua Felisbina de Souza Machado, na região sul de São José dos Campos. A obra ocorre após o rompimento da galeria de águas pluviais, provocado pelas fortes chuvas, que causou afundamento do solo em dois pontos da via e levou à interdição preventiva de 38 imóveis.
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Os trabalhos foram intensificados para recuperar a rede de drenagem rompida e estabilizar a área mais atingida, ao lado da praça Antônio Moreira Vita. O objetivo imediato é eliminar riscos estruturais e garantir segurança aos moradores do entorno.
Com o uso de escavadeira hidráulica, as equipes iniciaram o preenchimento da erosão com pedra rachão, material indicado para fundações devido à resistência e durabilidade. A estimativa é utilizar cerca de 2 mil metros cúbicos de pedra nesta fase, com prazo de até 10 dias para conclusão, desde que não haja chuvas intensas no período.
Após a estabilização do primeiro ponto, os serviços avançarão para o segundo trecho afetado, no cruzamento com a Rua Roberto Baranov, onde também houve afundamento do solo.
Topografia e inspeção robótica
Paralelamente à contenção, já estão em andamento os serviços de topografia, inspeção robótica da galeria e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos. O objetivo é mapear a extensão dos danos e embasar as próximas decisões técnicas.
A obra será executada em três etapas: contenção das erosões e sondagem do solo; preenchimento dos vazios internos; e implantação de uma nova galeria pelo método não destrutivo.
Contenção e sondagem
Nesta fase inicial, as áreas comprometidas estão sendo recompostas com camadas de pedra para estabilização do solo. Também serão realizadas sondagens geotécnicas próximas ao prédio adjacente à galeria, a fim de avaliar as condições de suporte do terreno e identificar possíveis riscos estruturais.
Preenchimento dos vazios
De acordo com a prefeitura, a deterioração dos tubos metálicos da galeria provocou vazios no maciço de solo ao redor da estrutura. Esses espaços serão preenchidos com material tecnicamente adequado para restabelecer a integridade do terreno, evitar novos afundamentos e interromper o avanço do processo erosivo.
Nova galeria
Considerando o colapso parcial da estrutura antiga, será construída uma nova galeria de águas pluviais paralela à existente. A execução ocorrerá por método não destrutivo, reduzindo impactos na via pública, nas edificações e nas redes de infraestrutura.
A solução busca garantir maior segurança, eficiência do sistema de drenagem e continuidade da mobilidade urbana na região.
Segurança e interdições
Desde sábado (7), equipes da Defesa Civil mantêm plantão permanente 24 horas no local. Foram interditados preventivamente 34 apartamentos e 4 casas. Os moradores seguem impedidos de retornar aos imóveis até nova avaliação técnica.
Segundo a prefeitura, as famílias estão acolhidas em residências de parentes ou amigos. Equipes de apoio social disponibilizaram colchões, cestas básicas e cobertores para quem necessitar. Guardas civis municipais também atuam na área para garantir segurança e organização.






