Copa e Olimpíadas sediadas aqui, mas quem estabelece as regras são FIFA e COI!

Entidades esportivas usam e abusam de nossas leis e cultura perante exorbitantes gastos dos cofres públicos; novo Maracanã terá de ser refeito – de novo – para 2016. Vergonha para um país desigual e com incontáveis problemas sociais e de corrupção

Como diria Raul Seixas, “a solução é alugar o Brasil”. A diferença da letra do compositor baiano para a realidade atual é que vamos sim pagar. E muito, como já estamos fazendo desde as confirmações da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
Quando nos perguntamos quem manda hoje no Brasil, surgem os estereótipos tarimbados: a presidente Dilma, óbvio, dita e muito as regras em nosso vasto território de proporções continentais. Ela manda tanto quanto o ex-presidente Lula, que alheio à participação no mensalão – como sugere Marcos Valério -, assiste feliz da vida a construção de seu “Itaquerão”. O ministro do STF, Joaquim Barbosa, manda em sua área. E há muitos empresários, políticos e banqueiros que mandam muitos mais do que aparentam.
Mas independente da autoridade nacional, quem põe e dispõe de verdade no Brasil são a Fifa e o COI. Em nome da Copa e da Olimpíada, tais entidades – utilizando como mecanismos órgãos locais em absolutamente todos os níveis de governo – demolem pistas, piscinas, museus, escolas e quarteirões inteiros segundo seus interesses, interferindo direta-mente na cultura das cidades e nas leis do país.
Uma questão que também deixa evidente a intromissão da Fifa diz respeito à venda de bebida alcoólica nos estádios brasileiros (proibido desde 1995 nas arenas paulistas) para não perder patrocinadores, que pagam caro para expor suas marcas à multidão que acompanhará os jogos nos estádios e pela mídia.

A mesma autoritária Fifa quer impedir que o Estádio Nacional de Brasília (um grande elefante branco para 70 mil pessoas em um local onde o futebol é praticamente inexistente) continue a se chamar Mané Garrincha. Afinal, quanto vale dar nome a um estádio? Como exemplo, a Itaipava pagou R$100 milhões para batizar a nova Fonte Nova, em Salvador, de Itaipava Arena Fonte Nova, cujo contrato tem validade de dez anos. Para o estádio do Corinthians, estima-se que o valor seja o dobro da arena baiana. O mais perplexo de tudo, porém, é a notícia revelada recentemente de que as obras no Maracanã para a Copa, executadas de acordo com o que a Fifa manda, não se adequam aos padrões do COI e terão de ser refeitas para os Jogos Olímpicos. Isso sem contar que o Maraca já havia sido muito bem reformado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, que deixaram como único legado o estádio do Engenhão – interditado por graves problemas na cobertura.
Quem paga por isso tudo somos nós, prezado leitor, que nos preparamos para alimentar o indomável “Leão”, que sacode nossa renda anualmente

Marco Osio Pugliesi

LIFE | copa - Publicado 06:07 | - Redação

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