Julgamento de feminicídio em Taubaté termina com condenação a 43 anos de prisão para homem que matou e enterrou ex-namorada na zona rural

O caso de feminicídio, em Taubaté, que vitimou a jovem Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos terminou com a condenação do réu Luiz Felipe da Silva Moura a 43 anos e 6 meses de prisão. O julgamento ocorreu na última terça-feira (10) e durou cerca de seis horas no Fórum de Taubaté, com decisão tomada por júri popular.
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O crime foi analisado por um conselho de sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres, que consideraram o réu culpado pelo assassinato da ex-namorada e pela ocultação do corpo.
A pena definida foi de 42 anos e 6 meses de prisão pelo feminicídio e 1 ano pela ocultação do cadáver, totalizando 43 anos e 6 meses de reclusão.
A sentença foi anunciada no fim da tarde pelo juiz Flávio de Oliveira César, que presidiu o julgamento.
Segundo o magistrado, o réu demonstrou crueldade e indiferença diante da vida da vítima. “O réu agiu com plena consciência da ilicitude e das consequências de sua conduta, demonstrando frieza, indiferença à vida humana e ausência de qualquer arrependimento”, afirmou o juiz ao definir a pena.
Crime ocorreu em 2025
De acordo com a acusação do Ministério Público, o feminicídio foi registrado em junho de 2025, na casa do acusado, após um desentendimento entre o casal.
Mariana da Costa Nascimento teria sido morta por enforcamento. Segundo a promotoria o crime ocorreu porque o homem não aceitava o fim do relacionamento, que havia durado cerca de 11 meses.
A vítima já havia solicitado uma medida protetiva contra o ex-companheiro por causa de perseguições.
Após o crime, o acusado teria jogado o celular e uma bota da vítima em um rio para dificultar as investigações. O corpo foi encontrado enterrado em uma propriedade do próprio réu, na zona rural da cidade, na região do Distrito Industrial do Una.
Julgamento e versão do acusado
Durante o julgamento, Luiz Felipe negou ter cometido o feminicídio, mas admitiu ter escondido o corpo.
Em depoimento, ele afirmou que encontrou Mariana já morta e que decidiu enterrar o corpo por medo de ser acusado pelo crime. Apesar da versão apresentada, os jurados consideraram as provas e depoimentos suficientes para a condenação.
Investigação do caso
Mariana foi dada como desaparecida após sair com o ex-companheiro no dia 8 de junho de 2025. Como não retornou para casa, familiares registraram o desaparecimento no dia seguinte.
Durante as buscas, a polícia encontrou o corpo enterrado em uma área de mata na zona rural de Taubaté. Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar o carro do suspeito circulando na região.
Luiz Felipe foi preso e inicialmente confessou o crime. Posteriormente, acompanhado por advogado, mudou a versão e disse que apenas ocultou o corpo.
Após audiência de custódia realizada em 11 de junho de 2025, a Justiça manteve a prisão preventiva do suspeito.
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