Mais cara e complexa do que a Copa, vem aí Jogos Olímpicos!


Olimpíada do Rio deve custar R$30,6 bilhões, ante R$26 bilhões do Mundial de futebol. Que não seja, como na Copa, um processo dolorido de superfaturamento, investimento público, mortes e atrasos nas entregas das arenas

A segunda Copa do Mundo do Brasil faz parte do passado. O país enfrenta agora o desafio de organizar a Olimpíada de 2016, que será realizada no Rio de Janeiro. Embora a maior parcela de responsabilidade recaia evidentemente sobre uma única cidade-sede, trata-se de uma empreitada nacional, que envolve – assim como o Mundial de futebol – a participação do governo federal e financiamentos de bancos estatais.
A estimativa oficial, obviamente passível de reajustes, é de um investimento de R$ 30,6 bilhões, dos quais R$ 14,6 bilhões viriam da iniciativa privada; a Copa saiu por R$ 26 bilhões. Embora os organizadores não divulguem detalhes sobre a real participação do financiamento público – em uma renitente demonstração de falta de transparência, comenta-se que a Caixa Econômica Federal está presente nos principais projetos classificados como privados pela Autoridade Pública Olímpica.
Dos R$ 14,6 bilhões previstos, R$ 11 bilhões serão adiantados pela instituição governamental. Não só pelo orçamento, a Olimpíada é um evento maior e mais complexo do que uma Copa do Mundo Prevê-se a participação de 10,5 mil atletas, contra 736 do torneio deste ano.
Serão 28 modalidades em 37 arenas, com 7 milhões de ingressos à disposição. Ainda que o balanço final da Copa, do ponto de vista logístico e esportivo, tenha sido favorável, contém evitar ufanismos e avaliações fantasiosas.

Os preparativos para a competição ocorreram de maneira atribulada, em meio a crises, atrasos, denúncias de irregularidades e inúmeros problemas de gestão – além de mortes de operários da construção civil nas obras.
Cinco dos doze estádios foram entregues fora do prazo; só 88 das 167 obras prometidas puderam ser inauguradas a tempo; e existiram problemas graves de segurança como o desabamento de um viaduto que vitimou fatalmente uma motorista em Belo Horizonte. É significativa, nesse sentido, pelo menos a princípio, a manifestação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). Ele considerou a organização da Copa “uma jornada dolorosa”, a ser evitada em 2016.
O Rio, contudo, já sofre forte pressão do Comitê Olímpico Internacional, que manifestou preocupação com o andamento das obras nos equipamentos esportivos. O diretor-executivo da entidade, Gilbert Felli, afirmou em abril que a situação carioca era “muito séria” e que estaria pior até do que foi apresentado por Atenas em 2004 – considerada a pior Olimpíada da era moderna em termos de organização e planejamento.

Agora, em atitude diplomática, mas com uma ponta de ironia, Felli diz que os “Jogos vão ser entregues porque precisam ser”. Ainda há tempo para superar os problemas e mostrar que o Rio e o Brasil estão preparados para patrocinar, sem sobressaltos, a maior festa do esporte mundial. Que não seja, como na Copa, um processo doloroso e que não deixou legado!


LIFE | olimpiadas-2 - Publicado 06:46 | - Redação

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