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Captura de Maduro gera manifestações de Tarcísio, Felicio e Anderson Farias

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Postagens do governador, seu vice e prefeito de São José dos Campos ressaltam “defesa da democracia” diante de ação militar dos EUA na Venezuela

Os posicionamentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do vice-governador Felicio Ramuth e do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias, repercutiram nas últimas horas após informações divulgadas por autoridades dos Estados Unidos sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, durante uma operação militar em Caracas.

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O episódio gerou reações políticas no Brasil e reacendeu discussões sobre democracia, ditaduras e o papel histórico dos Estados Unidos na América Latina.

O governador Tarcísio de Freitas afirmou que “uma ditadura não cai da noite para o dia”, defendendo que a prisão de Maduro, caso confirmada, possa representar “o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela”.

Já o vice-governador Felicio Ramuth, ex-prefeito de São José dos Campos, declarou que a queda de uma ditadura simboliza o renascimento da esperança e associou o possível desfecho a um “futuro de liberdade e prosperidade para o povo venezuelano”.

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Foto PMSJC

Já o prefeito Anderson Farias adotou um tom mais institucional ao destacar que, independentemente da confirmação dos fatos, “ditaduras não podem ser normalizadas”. Em sua manifestação, Anderson ressaltou a crise humanitária na Venezuela, o enfraquecimento das instituições e o êxodo de milhões de cidadãos, reforçando que defender democracia e liberdade não configura extremismo, mas um dever moral. Segundo ele, São José dos Campos “sempre estará ao lado da democracia e dos valores que respeitam as pessoas”.

Última intervenção militar direta dos EUA na América Latina ocorreu em 1989, no Panamá

A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos ocorre em um cenário sensível para a América Latina, região marcada por um longo histórico de intervenções diretas e indiretas de Washington ao longo do século XX, especialmente durante a Guerra Fria. Essas ações, em sua maioria justificadas pelo combate ao comunismo, tiveram impactos profundos sobre a soberania, a estabilidade política e os direitos humanos em diversos países.

Na Guatemala, em 1954, a CIA teve participação comprovada na derrubada do presidente Jacobo Árbenz, após reformas agrárias que contrariavam interesses econômicos americanos, especialmente da United Fruit Company. O golpe inaugurou décadas de instabilidade política e violência interna.

Em Cuba, após a Revolução de 1959, os Estados Unidos promoveram diversas tentativas de desestabilização do regime de Fidel Castro, incluindo a frustrada Invasão da Baía dos Porcos, em 1961, além de operações secretas e centenas de tentativas de assassinato do líder cubano, segundo documentos oficiais posteriormente divulgados.

No Chile, Washington atuou para enfraquecer o governo socialista de Salvador Allende, eleito democraticamente em 1970. Documentos do Senado americano revelaram apoio financeiro e político à oposição e a setores militares que culminaram no golpe de 1973, liderado por Augusto Pinochet, dando início a uma das ditaduras mais violentas do Cone Sul.

O Brasil também figura entre os países impactados. Documentos desclassificados dos Estados Unidos confirmaram o apoio da CIA aos movimentos que antecederam o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura que durou 21 anos. O governo americano chegou a planejar a Operação Irmão Sam, prevendo apoio militar direto aos golpistas, caso houvesse resistência.

Na Nicarágua, após a queda da ditadura de Somoza em 1979, os Estados Unidos financiaram e armaram os Contras, grupos contrarrevolucionários que enfrentaram o governo sandinista. O conflito deixou dezenas de milhares de mortos e marcou a política externa americana na América Central durante os anos 1980.

Outros países também sofreram intervenções ou forte influência americana, como a República Dominicana, invadida em 1965; o Haiti, alvo de operações indiretas e apoio a grupos armados nos anos 1990 e 2000; e Granada, invadida em 1983 sob a justificativa de proteger cidadãos americanos.

A última intervenção militar direta dos Estados Unidos na América Latina ocorreu em 1989, no Panamá, quando o general Manuel Noriega foi deposto e preso durante a operação “Causa Justa”. Desde então, Washington passou a adotar estratégias menos explícitas, mas ainda controversas, envolvendo sanções econômicas, pressões diplomáticas e operações de inteligência.

 

 

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9 Respostas

  1. Quero mais é que o Maduro se exploda, mas é contraditório a opinião destes políticos! Defendem a democracia, mas são a favor do golpista brasileiro? Defendem a família brasileira, mas batem na mulher e tem amante?

  2. Não falam mas sabem o motivo: petróleo, será que vão mata-lo comi fizeram com o Sadan? Precedente absurdo, que se não fizer o que eu quero eu tomo tudo que vc possui, imagina alguem entrar em uma casa prender o morador e ficar morando lá e ainda ficar conhecido como super-herói??? Falta fazer isso no Brasil se não der as terras raras e o nióbio para os carros do Elon musky.

  3. Governador Tarcísio nem para ser original. Parafraseou o discurso de Lula sobre o Chile. “Democracia não se constrói da noite para o dia”, diz Lula
    22 de jul. de 2025. Papagaio de pirata

  4. Fico em dúvida se é falta de noção de história ou necessidade de puxar saco do governador. Intervenções militares na líbia, Iraque e Afeganistão geraram uma crise com milhões de refugiados. Intervir e sequestrar maduro foi fácil, difícil será estabilizar a nação. Cientes das barbaridades que cometem pelo mundo, os EUA tem muro na fronteira. E o Brasil? Precisa desenhar Zé carioca??

  5. Este dois imbecis tarsicio e ramud até mesmo Anderson farias até hoje este trio apoiam um bandido chamado de mito dos imbecis que queria da um golpe e hoje está preso agora este imbecis vem fala em democracia o Brasil pode ser a próxima vítima deste terrorismo Norte americano este invasão não tem nada a vê com democracia mais em interesse no petróleo Venezuelano se tanto em democracia porque Trump até hoje não invadiu a Coreia do Norte porque lá não tem nada o interessa os estados unidos. Ando este estados unidos passa deixa uma terra arrasada com miséria morte fome e abandono.

  6. O primeiro passo para uma democracia são eleições limpas e claras, Maduro deixou bem claro que isso não ocorreu, não deixando auditar os votos. Políticos e povo saíram as ruas para protestar e foram torturados, perseguidos, presos e muitos mortos. Então, alguém precisava fazer alguma coisa pra ajudar né? E ninguém trabalha de graça. Esse é o preço de eleger gente errada.

    1. Já que o Laranjão é “tão preocupado com o povo oprimido”, saberia me dizer quando ele vai capturar Kim Jong-un e ajudar os coreanos?

  7. É isso aí mesmo, golpista tem que ser tratado assim, tolerância zero, pode por na mesma cela o Maduro e o Bozo. Inclusive esses acima, apoiadores assumidos da tentativa de golpe de Estado no Brasil também nessa mesma cela, melhor lugar para inconformados com os resultados das urnas.

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