Calor e umidade representam ameaça à saúde dos cães


Aumento da temperatura – aliado ao período de chuvas – resulta em excesso de proliferação de pulgas, carrapatos e vermes

Assim como os humanos, os animais também sofrem com o abundante calor do final de ano. As altas temperaturas registradas durante novembro servem de alerta e recomendações de especialistas tornam-se indispensáveis para proteger a saúde dos melhores amigos do homem. Durante o período quente, a utilização de antipulgas é ainda mais importante. “Todo tratamento dura no mínimo seis meses. É um ciclo que – caso seja interrompido – permite que a pulga volte a evoluir”, afirma o veterinário Roberto Takeo Shinkai. Ele ressalta que o excesso de pelagem não interfere na manutenção do parasita.
“Apenas dificulta a visualização da área infectada”, complementa. A leptospirose, causada pela urina do rato, ganha força com a mesma intensidade dos temporais e enchentes de verão. “A curiosidade é que o gato não contrai a leptospirose. Isso não tem explicação científica. Acredito que seja regra da cadeia natural das espécies”, enfatizou.
De acordo com o especialista, os principais sintomas da leptospirose consistem em anemia, apatia, vômito e “amarelamento” das mucosas dos olhos em consequência da destruição das células sanguíneas. A febre maculosa também requer cuidado especial. A doença pode ser fatal inclusive para os humanos e possui como vetor o carrapato.     “Aqui em São José há muitos bois e capivaras, principalmente na região norte e parque da cidade. Cada animal tem seu carrapato específico, mas nada impede que um mesmo bicho esteja com quatro espécies diferentes”, explicou. Outra recomendação de Shinkai diz respeito aos cachorros de pele clara. Segundo o veterinário, a forte exposição ao sol pode originar um perigoso câncer de pele.

“Existem protetores solares próprios para cães”, conta, antes de lembrar que o bom senso continua sendo a melhor proteção. “Não se deve deixar o cão exposto ao sol do meio-dia. Fungos na pele também podem aparecer, já que eles têm à disposição fatores que contribuem para sua proliferação, como substratos, alta temperatura e umidade”, abordou. Atenção com a alimentação, que deve ser balanceada, e oferecer ao “melhor amigo” somente água potável são prioridades que devem ser constantes – não somente nos dias mais quentes.

“O tratamento da Sabesp não mata a giárdia”, resume o veterinário. O fato de o animal não querer andar nos dias de verão precisa ser compreendido pelos donos, que muitas vezes gostam de caminhar ao lado dos bichos nas tardes ensola-radas. O motivo da “fixação” do cachorro deve-se à temperatura do solo. “Isto queima as patas e o coxim plantar chega a se soltar em razão do calor. É extremamente doloroso, queima mesmo”, relata.

Como é de conhecimento popular, praia não é lugar para cachorro. O principal problema é o bicho geográfico, que é uma doença causada por um parasita intestinal presente em cães e gatos. Mesmo nas cidades, o cachorro não pode ficar muito tempo molhado ou úmido. “O ideal é secá-lo logo depois do passeio. Mas o mais importante é a posse responsável. Se o dono optou por ter um animal de estimação, deve cuidar, dar assistência, fornecer carinho e ser o responsável pelo bicho”, encerra.


LIFE | veterinaria - Publicado 16:41 | - Redação

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Comentários:

One thought on “Calor e umidade representam ameaça à saúde dos cães

  1. Eloisa disse:

    Nada a ver com o assunto, mas sou moradora do aquarius, tenho um cachorro em meu apartamento, e nunca o levei para defecar ou urinar na praça, onde temos muitas crianças brincando, e muitos colegas caminhando, infelizmente pelo que observo muitos não tem consciência e até muito ignorantes, pois acham que estamos desfazendo dos filhinho deles (cachorro). Imaginem o cachorro fazendo xixi na sala ou defecando, se estas pessoas vão só recolher como fazem na praça, alguns né, porque ainda temos aqueles que fingem não ver oque o teu animalzinho esta fazendo e deixar para outro pisar. Oque quero dizer é que tem que ter um local dentro de tua casa ou apartamento para estas necessidades o numero de cachorros nesta praça é muito grande. A praça esta contaminada com tanto xixi de cachorro e coco. Precisamos tomar uma atitude e conscientizar as pessoas. Vamos deixar a praça para as crianças e para passeio e não vaso sanitário de cachorro.

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