Racismo contra guarda-vidas em Ubatuba terminou com prisão de mulher e investigação da Polícia Civil na Praia Grande

Um caso de racismo contra guarda-vidas em Ubatuba é investigado pela Polícia Civil após uma briga registrada na manhã de quinta-feira (8), na Praia Grande, uma das mais movimentadas da cidade. A ocorrência terminou com a prisão de uma mulher de 36 anos, suspeita de injúria racial, e com a condução de guarda-vidas e familiares à delegacia.
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O episódio de racismo contra o guarda-vidas ocorreu por volta das 11h30 durante a Operação Verão. Segundo o boletim de ocorrência, a confusão teve início após o relato de desaparecimento momentâneo de uma criança, que posteriormente foi localizada.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher presa, identificada como Angélica C.da S. R., de 36 anos, afirmou que solicitou auxílio aos guarda-vidas e não foi atendida. Em sua versão, após o pedido de ajuda, teria sido ofendida e agredida pelos profissionais.
Já os guarda-vidas relataram que, no momento da solicitação, a equipe estava empenhada em um atendimento de salvamento no mar, o que impossibilitou o atendimento imediato. Segundo eles, após a explicação, passaram a ser hostilizados verbalmente pela mulher e por familiares, inclusive com ofensas de cunho racial, o que culminou em agressões físicas.
O boletim de ocorrência aponta que um dos guarda-vidas teria sido chamado de “macaco”, caracterizando, em tese, o crime de injúria racial. Testemunhas relataram ter presenciado agressões contra guarda-vidas já imobilizados e, em alguns casos, ouvido ofensas raciais. Outras afirmaram ter visto apenas agressões físicas, sem presenciar o início da confusão.
A Polícia Militar informou que os agentes não presenciaram o início do conflito, mas encontraram grande tumulto, com pessoas exaltadas e desobedecendo ordens. Diante da situação, foi necessário conter e algemar um dos guarda-vidas até a chegada de reforço policial, quando o cenário foi controlado.
Todos os envolvidos apresentaram apenas ferimentos leves e foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Ubatuba. A mulher permaneceu detida e aguarda audiência de custódia. O caso foi registrado como lesão corporal, vias de fato, desacato e racismo contra guarda-vidas, que desde 2023 é equiparado ao crime de racismo, sendo imprescritível e inafiançável.
Com a análise de vídeos que circularam nas redes sociais, a Polícia Civil entendeu haver indícios de ofensa racial, o que motivou a prisão. As imagens também são analisadas para esclarecer a dinâmica da ocorrência e a atuação de todos os envolvidos.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que acompanha as investigações e declarou que não foi possível identificar, até o momento, quem deu início às agressões. A corporação afirmou que o guarda-vidas temporário atendia uma emergência no mar quando houve a abordagem da solicitante, o que teria gerado insatisfação e exaltação entre as partes.
A mãe do guarda-vidas que relatou ter sido vítima de racismo publicou um desabafo nas redes sociais pedindo justiça e providências das autoridades. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com a oitiva dos envolvidos e análise de imagens, para apuração completa dos fatos. Com a situação, guarda-vidas de Ubatuba se sentiram desrespeitados e ameaçaram até fazer greve por dignidade e melhores condições de trabalho.
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2 Respostas
Se um dos membros da família deixasse a cachaça de lado e ficasse tomando conta da criança, nada disso teria acontecido…
Prende agora esta criançanda e dá uma coça geral.