Brasil chega para os Jogos como potência paralímpica

O Brasil começou um pouco tarde no maior evento para atletas com deficiência. Em sua trajetória paralímpica, o país alternou participações modestas com grandes momentos, recordes e medalhas. Nos últimos anos, através de investimento, leis de incentivo e muito trabalho, o Brasil vem ganhando cada vez mais espaço. Em Londres 2012, chega como uma das potências.

A história do país em Jogos Paralímpicos foi iniciada apenas em 1972, em Heidelberg, 12 anos depois do primeiro evento, realizado em Roma, capital italiana. Na cidade alemã o país não conseguiu atingir pódios e voltou para casa sem medalhas. Já em 1976, em Toronto, no Canadá, Luiz Carlos da Costa e Robson Sampaio de Almeida conquistaram a primeira medalha brasileira em Paralimpíadas, na bocha paralímpica. Uma prata com sabor de ouro, principalmente para Almeida, um dos fundadores do esporte paralímpico do país.

Em 1958, Almeida, com seu amigo Aldo Miccolis, após tratamento nos EUA, fundaram o Clube do Otimismo, primeira agremiação esportiva para deficientes no Brasil.

Após a 31ª colocação em Heidelberg, o Brasil passou em branco novamente em Arnhem, na Holanda, em 1980. A transformação veio em 1984, quando Nova York e Stoke Mandeville, na Inglaterra, vilarejo onde surgiu esporte para deficientes, dividiram o evento. Na 24a colocação, o Brasil conquista 28 medalhas.

Em Seul, na Coréia do Sul, quatro anos depois, o mundo assiste o crescimento do esporte paralímpico. Com 27 medalhas, o Brasil se mantém entre os 25 maiores medalhistas. Em Barcelona 1992, no entanto, o país não apresenta o mesmo desempenho e fica com apenas sete medalhas.

O episódio foi um sinal de alerta. Era necessário organizar o esporte paralímpico verde-amarelo para não ficar para trás. Em 1995 é criado o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Com fomento para o desenvolvimento do esporte no país e a organização de torneios e treinamento para os atletas, o Brasil voltou a progredir em Jogos Paralímpicos. Em Atlanta, nos Estados Unidos, o país fica em 37 lugar, mas com 21 medalhas no peito.

Cinco anos depois da criação do CPB, o Brasil atinge a 24ª colocação em Sidney 2000. Com atletas em destaque internacional, como o nadador Clodoaldo Silva, a velocista Ádria Santos e o judoca Antônia Tenório, o país ganha 22 medalhas.

Em 2002, com a aprovação da Lei Agnelo-Piva, o esporte paralímpico nacional passa a ganhar investimento permanente para alçar voos ainda mais altos. E isso aconteceu já em 2004, nos Jogos de Atenas. Com 33 medalhas e recordes olímpicos e mundiais batidos por seus atletas, o Brasil fica em 14º lugar, tornando-se protagonista em Paralimpíadas.

A superação veio em Pequim 2008. Na China foram 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes, num total de 47 medalhas e a nona colocação no quadro de medalhas. Além disso, foi também a maior delegação brasileira a competir em jogos paraolímpicos, com 188 participantes.

Em Londres, no próximo dia 29, o Brasil aterrissa com 182 atletas. A quantidade, porém, não intimida o CPB, que almeja ganhar ainda mais duas posições no quadro de medalhas, e, na sétima colocação, ganhar de vez a condição de protagonista paralímpica.

Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

LIFE | esportes - Publicado 06:41 | - Redação

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