Bolsonaro deixa hospital e inicia prisão domiciliar após tratamento de broncopneumonia; medida foi autorizada pelo STF por 90 dias

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital nesta sexta-feira (27), em Brasília, após quase duas semanas de internação por broncopneumonia bacteriana. Bolsonaro deixa hospital e inicia prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com prazo inicial de 90 dias.
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Após receber alta do Hospital DF Star, Bolsonaro seguiu diretamente para sua residência no condomínio Solar de Brasília, onde passou a cumprir a pena em regime domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, levando em consideração o estado de saúde do ex-presidente.
De acordo com a decisão, Bolsonaro passa a usar tornozeleira eletrônica, instalada assim que chegou em casa. O monitoramento será diário, com envio de relatórios à Justiça.
Internação e recuperação
Bolsonaro estava internado desde meados de março para tratar um quadro de broncopneumonia bacteriana. Segundo o médico Brasil Caiado, a evolução clínica foi considerada estável nos últimos dias, permitindo a transição do tratamento para medicação oral.
O ex-presidente deverá seguir em recuperação com acompanhamento médico contínuo, incluindo fisioterapia motora e respiratória, além de orientação nutricional.
Regras da prisão domiciliar
A decisão do STF estabelece uma série de medidas cautelares. Entre elas, a proibição do uso de redes sociais, gravação de vídeos ou qualquer comunicação externa, direta ou indireta.
Além disso, visitas estão restritas e dependem de autorização judicial. Familiares diretos, como os filhos, poderão visitá-lo em dias e horários específicos, semelhantes às regras do sistema prisional.
A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, manifestou-se favorável à prisão domiciliar. O parecer destacou a necessidade de cuidados médicos constantes, que seriam mais adequados em ambiente residencial.
Segundo o STF, a medida busca garantir a integridade física e o tratamento adequado do ex-presidente. A restrição de visitas também foi determinada para evitar riscos de infecção durante a recuperação.
Bolsonaro deixa hospital e permanece sob vigilância eletrônica, enquanto cumpre pena de mais de 27 anos por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.







