Apesar da crise, empresas ainda gastam com o desnecessário


Reduzir custos. Essa é a missão da vez na maioria das empresas brasileiras, que tentam se salvar da massacrante crise econômica/política. E muitos não sabem por onde começar. Porque não é simples mesmo manter a qualidade dos produtos e serviços e o bom nível de satisfação dos clientes mesmo cortando custos. Onde cortar? Como fazer isso sem prejudicar o andamento da empresa? Que reflexos isso terá no meu atendimento, na minha produção, no meu faturamento?

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É um processo complexo, trabalhoso e delicado. E que pode dar muito errado se for feito por uma pessoa leiga no assunto. Não adianta tomar, seja qual for a medida, sem ter certeza do impacto que será gerado logo adiante. O tiro pode sair pela culatra e ainda piorar o que já não está bom!

Mas um especialista pode resolver isso de forma eficaz, rápida e quase indolor. Quando um empresário contrata uma consultoria especializada e pede para reduzir custos e alavancar as vendas, com o objetivo de aumentar o lucro – e isso de fato é o pedido feito por 99% deles –, a maior surpresa para eles é descobrir que há itens que não precisavam ter e que gastam com coisas completamente dispensáveis.

É mais comum do que se imagina existirem em pequenas, médias e grandes empresas departamentos desnecessários, várias pessoas fazendo o mesmo trabalho, que poderia ser feito por apenas uma delas, problemas de posicionamento de marca/produto, sistemas (T.I.) caros demais e ainda pouco funcionais, entre outras saídas de caixa que não geram nem contribuem para os resultados.

É claro que aprimorar uma equipe, às vezes, implica em diminuir o quadro, mas nem sempre essas pessoas são dispensadas. Elas podem ser remanejadas, melhor aproveitadas, ter mais perspectivas de crescimento. Fica sempre melhor para os dois lados. Promover a motivação e a satisfação dos colaboradores, aliás, é tarefa primordial de uma consultoria de gestão. Sem isso, o resultado fica comprometido. Via de regra, quem não está entregando resultados também não está feliz e certamente não se encontrou naquela função. Acredite! A grande maioria dos profissionais aceita bem o remanejamento e até o desligamento, quando feito com sensibilidade e de forma humanizada.

Também é importante destacar que de nada adianta manter um quadro de funcionários acima do necessário, sob a alegação de que se gastou muito tempo para formar aquela mão de obra. Este tem sido um dos grandes motivos para se criar um endividamento perigoso: a falta de velocidade de reação, que, por vezes, pode ser fatal para os negócios; vai acabar gerando desequilíbrio no caixa e, no desespero, demitindo os bons colaboradores.

Quando cada um está no lugar onde deve estar e fazendo o que tem de fazer, tudo anda, cresce, melhora. E os resultados, que são gradativos, não demoram a aparecer – cerca de 3 ou 4 meses – e valem muito a pena. Mas nada disso se resolve sozinho. É preciso mudar, redirecionar, olhar de uma perspectiva diferente e investir no que realmente vai dar um retorno positivo.

Por Vicente Gomes
Sócio-diretor da InterMaster Consultores
Especialista em gestão, governança e M&A (compra, venda e fusão de empresas)


LIFE | artigos - Publicado 08:28 | - Redação

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