Anvisa aprova registro da vacina de Oxford e do medicamento Rendesivir contra Covid-19!

Antiviral Rendesivir tem registro aprovado para tratamento em hospitais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12), a aprovação do primeiro medicamento com indicação em bula para tratamento de pacientes infectados pela covid-19, o antiviral Rendesivir.

A mesma medicação, da biofarmacêutica americana Gilead Sciences, também foi aprovada no ano passado para uso como medicamento oficial para o tratamento da covid-19 pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano equivalente à Anvisa.

“Este é um importante acontecimento, pois acreditamos que muitas vidas poderão ser salvas frente aos benefícios que o rendesivir pode gerar num momento de pico da pandemia, desafogando o sistema de saúde e dando oportunidade para mais pacientes serem tratados adequadamente”, declara Dra. Rita Manzano Sarti, diretora médica sênior da Gilead Brasil.

Além do impacto direto sobre os pacientes, esses resultados certamente representam redução de custo para o país, na medida em que podem diminuir o uso de recursos de saúde e reduzir o tempo de permanência.

“Há exatos 12 meses e um dia a OMS declarou a pandemia pela COVID-19. A aprovação da Anvisa acontece em um dos momentos mais críticos da epidemia no Brasil e estamos empenhando nossos melhores esforços para disponibilizar o produto o mais rápido possível”, declara Christian Schneider, diretor geral da Gilead Brasil.

O rendesivir está aprovado ou autorizado para uso temporário para tratar pacientes em mais de 50 países, EUA, Austrália, Canadá, UE, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.

Ação do Rendesivir

Estudos globais como o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos) vêm reforçando os benefícios do rendesivir. A primeira evidência foi de que pacientes hospitalizados que receberam o medicamento da Gilead se recuperaram cinco dias mais rápido, em média, e pacientes com doença grave, sete dias mais rápido. Esses pacientes gravemente enfermos representavam 85% da população total do estudo.

A segunda conclusão é de que o rendesivir reduziu a probabilidade de pacientes que estavam recebendo oxigênio em baixo fluxo progredirem para estágios mais graves, onde necessitariam de ventilação mecânica ou morte. E, em terceiro lugar, no maior grupo de pacientes do estudo, aqueles que necessitavam de pouco oxigênio, houve uma redução significativa na mortalidade, de 9,9% para 2,6%.

Os dados também apontam a redução da progressão (ou evolução) da doença. “No grupo de pacientes que receberam o antiviral rendesivir, menos pacientes evoluíram para necessidade de oxigênio suplementar ou níveis mais elevados de suporte respiratório, como ventilação mecânica”, explica Dr. Eric Bassetti, diretor médico associado da Gilead no Brasil. Isso se explica porque o medicamento atua reduzindo a capacidade do vírus de se replicar no organismo e interrompe a reprodução, encurtando o curso da doença. “Sabemos que, para pacientes em ventilação mecânica, as chances de sobrevivência são menores. Ao reduzir a progressão da doença, o rendesivir pode impedir que os pacientes entrem neste estágio crítico da doença”, conclui.

Vacina de Oxford

No anúncio, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da agência, Gustavo Mendes, disse que a Anvisa também concedeu o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, que já tinha autorização para uso emergencial no país, assim como a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

O primeiro imunizante a obter o registro definitivo no Brasil foi o da Pfizer.

Com a liberação, a vacina do consórcio AstraZeneca/Oxford terá uma etapa de produção no Brasil, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A autorização permite que a vacina seja aplicada em maiores de idade.

LIFE | cotidiano - Publicado 11:50 | - Redação

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Comentários:

3 thoughts on “Anvisa aprova registro da vacina de Oxford e do medicamento Rendesivir contra Covid-19!

    • Rubens Filho disse:

      Caramba, caro pra caraio!
      Vai chover liminares JUDICIAIS de pedidos para que uma das três esferas da saúde( MS e secretarias) pague o uso deste antiviral em tratamentos de pacientes com COVID-19. Quer apostar?
      E como todo tratamento o custo-benefício de um tratamento SEMPRE tem que levar em conta. Pois como outros , este não é isento de Efeitos adversos(colaterais) e pode ter efeitos na interação medicamentosa( quando usado junto com outros remédios)

  1. Rubens Filho disse:

    É Remdesivir ou Rendesivir ?
    Sobre a grafia do nome do remédio, a assessoria de imprensa da Gilead, a fabricante, afirmou que mudou aqui no Brasil, de remdesivir —como é usado mundialmente— para rendesivir. Segundo eles, “foi uma exigência da Anvisa”
    Rendesivir NÃO é uma panaceia, nem o elixir da vida e nem o graal.
    https://www.paho.org/pt/noticias/19-11-2020-grupo-desenvolvimento-diretrizes-da-oms-desaconselha-uso-remdesivir-para-covid Porém,
    a medicina é uma ciência em constante mudança, em atualização contínua. Os tratamentos são melhorados e modificados. Nos últimos 100 anos conseguimos, através das melhores evidências científicas disponíveis, modificar todo o espectro do cuidado à saúde, reduzindo a mortalidade humana, elevando a qualidade de vida das pessoas, aumentando a expectativa de vida.

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