156 moradores estavam desalojados; apesar da liberação do prédio e duas casas, outros dois imóveis seguem interditados pela Defesa Civil

Após o fechamento da cratera que provocou a interdição de imóveis no Jardim Imperial, em São José dos Campos, a Defesa Civil autorizou, na manhã deste domingo (15), o retorno dos moradores ao prédio com 34 apartamentos e a duas casas que haviam sido evacuadas por questões de segurança.
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A decisão foi tomada após a conclusão do aterramento emergencial do buraco com camadas de pedras, etapa considerada suficiente para garantir a estabilidade inicial da área afetada. O prédio e as residências foram liberados por volta das 9h, e ainda nas primeiras horas do dia já era possível ver moradores retornando aos apartamentos.
Ao todo, 156 pessoas ficaram desalojadas quando quatro casas e o edifício foram interditados na semana passada. Apesar da liberação parcial, outras duas residências próximas à cratera seguem interditadas, sem previsão oficial para o retorno das famílias. A prefeitura ainda não atualizou o número atual de desalojados.
Obras seguem em três etapas
A prefeitura iniciou na última terça-feira as obras de recuperação da nova cratera, aberta após o rompimento da rede de drenagem em meio às chuvas intensas do início do ano. O serviço está dividido em três fases:
Contenção da erosão, já em andamento;
Sondagem do solo, para avaliar movimentações e verificar a possibilidade de preenchimento da galeria;
Execução de uma nova galeria por método não destrutivo, construindo uma estrutura paralela sem demolir a antiga.
Segundo a administração municipal, a prioridade foi dada à nova cratera devido ao impacto direto nas famílias desalojadas.
Histórico de problemas na via
A nova erosão se abriu na Rua Felisbina de Souza Machado, a cerca de 250 metros de outra cratera que surgiu no fim de janeiro e chegou a engolir um caminhão. Esse segundo ponto continua interditado e deve passar por obras após a conclusão dos serviços atuais.
De acordo com a prefeitura, após finalizar os trabalhos emergenciais, a equipe será deslocada para estabilizar o talude na esquina com a Rua Roberto Baranov, permitindo a continuidade da recuperação da área.
O local enfrenta um histórico de afundamentos há cerca de 15 anos, com registros recorrentes de crateras e buracos tanto na via quanto nas calçadas. Técnicos municipais realizam inspeções cautelares nos imóveis da região para identificar possíveis rachaduras decorrentes das obras.
Enquanto parte das famílias retoma a rotina, a rua segue parcialmente interditada no trecho da cratera mais antiga, e as intervenções estruturais devem continuar nas próximas semanas.






