Durante 2 meses só comi jantares vegetarianos: uma experiência


Assunto complexo que envolve ciência, religião, filosofia, cultura e gosto

A questão que relaciona os direitos dos animais e os alimentos que preenchem os nossos pratos todos os dias, cada vez mais ganha notoriedade e atenção públicas. Se formos analisar é um assunto muito complexo, passando por ciência, religião, filosofia, cultura e gosto pessoal. Num contexto científico, os especialistas em biologia, explicam que de acordo com a Teoria da Evolução das Espécies, de Sir Charles Darwin, o cérebro humano se desenvolveu e cresceu devido ao consumo de proteínas oriundas da carne vermelha.

Fomos ao longo dos milênios, programados para apreciar e digerir muito bem, o açúcar, o sal e especialmente a gordura (vinda das carnes vermelhas!), pois esses eram os três elementos mais difíceis de achar.  E ao mesmo tempo, os que tinham mais calorias e valor nutricional, em épocas, onde comer e beber a cada dia era uma vitória imensurável.

Com o tempo, tudo mudou, agora esses itens são fáceis de achar, temos mercados e diversos recursos a vontade.  Alteramos técnicas de plantio, estruturas genéticas de grãos, aprendemos a drenar a água salgada e aproveitar melhor o próprio sal, temos rebanhos a perder de vista e água tratada e potável na maior parte do mundo.

Mas ocorre que os rebanhos esbarraram numa questão ética de grande complexidade. Nos tempos descritos nos textos bíblicos, foi escrito um Código de Ética que se baseia em três pontos para a alimentação humana e o consumo de recursos carnívoros. A premissa: não são todos os animais adequados, a preferência foi dada para bovinos, carneiros, galinhas e peixes com escamas.

Em segundo lugar, os textos do Velho Testamento (estamos falando de Leis que guiam civilizações há cerca de cinco mil anos e atualmente são respeitados por dois sextos da humanidade, tamanho o número de fiéis judaico-cristãos e católicos que os leem); bom, em segundo lugar, o animal deve ser abatido o mais rápido possível, caso contrário a carne torna-se impura para o corpo e a alma, devido ao sofrimento e agonia do bicho.

E a terceira regra, gerou as proibições. Frutos do mar ou o amado prato francês scargout são considerados “sujos” nesse Código. Mas historiadores afirmam que isso se deve a observação de pessoas da época, pois não havia geladeira ou forma alguma de conservá-los, então estragavam tão rápido em comparação com outros alimentos e causavam tantas intoxicações alimentares, que as pessoas passando mal após ingeri-los eram consideradas castigadas pelos deuses!

Enfim, após analises de tantos aspectos, parei para pensar e decidi que passaria a comer carne vermelha ou branca só uma vez por dia e de preferência no almoço. Durante dois meses, tomei essa atitude e posso dizer que valeu a pena e continuarei adepta dessa dieta. Sinto os meus cabelos mais viçosos, unhas mais resistentes, intestino regulado e até um alívio na consciência, (já que nunca temos certeza do método de abate e das condições de criação animal).

Decidi pesquisar muitas opções de sopas, saladas coloridas e até sobremesas, como auto recompensa e incentivo. Sugiro que vocês, pensem no texto, nas premissas científicas e até nesses textos religiosos (mesmo que sejam diferentes do que você crê) e leve em consideração a possibilidade de mudar um pouco a sua alimentação.

Após essa experiência, conte como se sentiu aqui em comentários. Estamos curiosos para ver se o influenciamos a ter uma dieta mais humana e saudável.

TEXTO: BONNIE HUTT

 


LIFE | artigos - Publicado 11:54 | - Redação

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